quinta-feira, 12 de setembro de 2013

::: Mãe Stella nova Imortal da Academia de Letras -BA





ÓKÉ ARÓ - Outdoor colado em Salvador em comemoração a posse da Ialorixá Mãe Stella de Oxóssi que ocupará a cadeira de número 33.

A Yalorixá Stella de Oxóssi, a Mãe Stella que comanda o terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro, será empossada como a mais nova integrante da Academia de Letras da Bahia, em cerimônia que acontece no próximo dia 12 de setembro, às 20h, na sede da entidade, no Palacete Góes Calmon (Nazaré).

Mãe Stella ocupará a cadeira de número 33, cujo patrono é o poeta Castro Alves e que teve como último ocupante o historiador Ubiratan Castro de Araújo. A saudação à nova acadêmica será feita pela escritora Myriam Fraga.

Stella de Oxóssi, Maria Stella de Azevedo Santos, é graduada em enfermagem e nasceu em 1925, em Salvador. Ela é a quinta yalorixá a ocupar o comando do Opô Afonjá, que foi fundado em 1910. É autora de diversas obras sobre o Candomblé e também de ficção infanto-juvenil inspirada em lendas e contos africanos, como o livro Epé-Laiyé – Terra Viva, que conta a história de uma árvore que ganha pernas e segue em uma jornada para conscientizar as pessoas para a preservação do meio ambiente. A yalorixá também escreveu Owé – Provérbios, Osósí – O caçador de alegrias e Meu tempo é agora, entre outros.


Fonte:
- Instituto Maria Preta : http://www.mariapreta.org




domingo, 8 de setembro de 2013

::: Intolerância e Preconceito de Facções em Favelas do Rio


Crime e preconceito: 
Mães e filhos de santo são expulsos de favelas
 por traficantes evangélicos

A roupa branca no varal era o único indício da religião da filha de santo, que, até 2010, morava no Morro do Amor, no Complexo do Lins. Iniciada no candomblé em 2005, ela logo soube que deveria esconder sua fé: os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da favela rumo a seu terreiro, na Zona Oeste, sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saía da favela, expulsa pelos bandidos, para não mais voltar.
— Não dava mais para suportar as ameaças. Lá, ser do candomblé é proibido. Não existem mais terreiros e quem pratica a religião, o faz de modo clandestino — conta a filha de santo, que se mudou para a Zona Oeste.
A situação da mulher não é um ponto fora da curva: já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros também foi determinada a proibição do uso de colares afro e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo ouvidos pelo EXTRA, que passaram pela situação, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas.

Atabaques proibidos na Pavuna

A intolerância religiosa não é exclusividade de uma facção criminosa. Distante 13km do Lins e ocupada por um grupo rival, o Parque Colúmbia, na Pavuna, convive com a mesma realidade: a expulsão dos terreiros, acompanhados de perto pelo crescimento de igrejas evangélicas. Desinformada sobre as “regras locais”, uma mãe de santo tentou fundar, ali, seu terreiro. Logo, recebeu a visita do presidente da associação de moradores que a alertou: atabaques e despachos eram proibidos ali.
—Tive que sair fugida, porque tentei permanecer, só com consultas. Eles não gostaram — afirma.
A situação já é do conhecimento de pelo menos um órgão do governo: o Conselho Estadual de Direitos do Negro (Cedine), empossado pelo próprio governador. O presidente do órgão, Roberto dos Santos, admite que já foram encaminhadas denúncias ao Cedine:
— Já temos informações desse tipo. Mas a intolerância armada só pode ser vencida com a chegada do estado a esses locais, com as UPPs.
O deputado estadual Átila Nunes (PSL) fez um pedido formal, na última sexta-feira, para que a Secretaria de Segurança investigue os casos.
— Não se trata de disputa religiosa mas, sim, econômica. Líderes evangélicos não querem perder parte de seus rebanhos para outras religiões, e fazem a cabeça dos bandidos — afirma.

Nas favelas, os ‘guerreiros de Deus’

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Morro do Dendê, ostenta, no antebraço direito, a tatuagem com o nome de Jesus Cristo. Pela casa, Bíblias por todos os lados. Já em seus domínios, reina o preconceito: enquanto os muros da favela foram preenchidos por dizeres bíblicos, os dez terreiros que funcionavam no local deixaram de existir. Guarabu passou a frequentar a Assembleia de Deus Ministério Monte Sinai em 2006 e se converteu. A partir daí, quem andasse de branco pela favela era “convidado a sair”. Os pais de santo que ainda vivem no local não praticam mais a religião.
A situação se repete na Serrinha, ocupada pela mesma facção. No último dia 22, bandidos passaram a madrugada cobrindo imagens de santos nos muros da favela. Sobre a tinta fresca, agora lê-se: “Só Jesus salva”.
O babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), criada justamente após casos de intolerância contra religiões afro-brasileiras em 2006, afirma que os casos serão discutido pelo grupo, que vai pressionar o governo e o Ministério Público para que a segurança do locais seja garantida e os responsáveis pelo ato sejam punidos. “Essas pessoas são criminosas e devem ser punidas. Cercear a fé é crime”, diz o pai de santo.

Lei mais severa

Desde novembro de 2008, a Polícia Civil considera como crimes inafiançáveis invasões a templos e agressões a religiosos de qualquer credo a Lei Caó. A partir de então, passou a vigorar no sistema das delegacias do estado a Lei 7.716/89, que determina que crimes de intolerância religiosa passem a ser respondidos em Varas Criminais e não mais nos Juizados Especiais. Atualmente, o crime não prescreve e a pena vai de um a três anos de detenção.
Filha de santo, que foi expulsa do Lins: ‘Não suportava mais fingir ser o que não era’.
— Me iniciei no candomblé em 2005. A partir de minha iniciação, comecei a ter problemas com os traficantes do Complexo do Lins. Quando cheguei à favela de cabeça raspada, por conta da iniciação, eles viravam o rosto quando eu passava. Com o tempo, as demostrações de intolerância aumentaram. Quando saía da favela vestida de branco, para ir ao terreiro que frequento, eles reclamavam. Um dia, um deles veio até a minha casa e disse que eu estava proibida de circular pela favela com aquelas “roupas do demônio”. As ameaças chegaram ao ponto de proibirem que eu pendurasse as roupas brancas no varal. Se eu desrespeitasse, seria expulsa de lá. No fim de 2010, dei um basta nisso. Não suportava mais fingir ser o que eu não era e saí de lá.
Mãe de santo há 30 anos, expulsa da Pavuna: ‘Disseram que quem mandava ali era o ‘Exército de Jesus”.
— Comprei, em 2009, um terreno no Parque Colúmbia, na Pavuna. No local,. não havia nada. Mas eu queria fundar um terreiro ali e comecei a construir. No início, só fazia consulta, jogava búzios e recebia pessoas. Não fazia festas nem sessões. Não andava de branco pelas ruas nem tocava atabaque, para não chamar a atenção. Um dia, o presidente da associação de moradores foi até o local e disse que o tráfico havia ordenado que eu parasse com a “macumba”. Ali, quem mandava na época era a facção de Acari. Já era mais de santo há 30 anos e não acreditei naquilo. Fui até a boca de fumo tentar argumentar. Dei de cara com vários bandidos com fuzis, que disseram que ali quem mandava era o “Exército de Jesus”. Disse que tinha acabado de comprar o terreno e que não iria incomodar ninguém. Dias depois, cheguei ao terreiro e vi uma placa escrito “Vende-se” na porta — eles tomaram o terreno e o puseram a venda. Não podia fazer nada. Vendi o terreno o mais rapidamente possível por R$ 2 mil e fui arrumar outro lugar.

Fonte: O Globo RIO
Publicada em : 07/09/2013 - 16:00




sábado, 7 de setembro de 2013

::: Audiência Pública - Aprovação PL 7447



  ::: DIGA SIM aos DIREITOS dos 
POVOS e COMUNIDADES TRADICIONAIS! :::  

Campanha nacional pela aprovação do Projeto de Lei 7447

Aconteceu no dia 06 de setembro de 2013, no Auditório Paulo Kobayashi, na Assembléia Legislativa de São Paulo, a audiência pública pela aprovação do PL 7447, tendo como discussão os direitos dos povos e comunidades tradicionais, ou seja, as comunidades tracionais de terreiros, comunidades indígenas, comunidades quilombolas, comunidades ciganas, etc... Com a presença de vários representantes gostariamos de destacar a presença de nossa Nengua dia Nkisi Dango (Mãe Dango) que compôs a mesa juntamente com a deputada Leci Brandão,  Tata Boni, (comunidade tracional de terreiros), Sr. Daniel (comunidade cigana), Deputado Federal Luiz Alberto (BA - criador do projeto), entre outros representantes. Ainda, agradecemos à todos que pronto atenderam ao convite...N'tondele (Obrigado)!
Kandandu!
(Abraços!)
 

Saiba Mais sobre a PL7447 através do blog oficial: Clique Aqui
Assine petição pública para aprovação: Clique Aqui

Abaixo fotos do evento:
















quarta-feira, 4 de setembro de 2013

::: Diálogo das Religiões



   ::: PROGRAMA DIÁLOGO DAS RELIGIÕES ::: 




Este foi um ato histórico, um programa elaborado para trazer discussões importantes sobre a diversidade religiosa, e em especial o Direito de resposta contra ataques sofridos pela TV Record e Rede Mulher, pois sendo a TV concessão pública e formadora de opiniões, é inconcebível que esta seja incentivadora ao preconceito religioso. A Record, a serviço da Universal, viu-se obrigada pela justiça a apresentar o seguinte programa como direito de resposta por suas afirmações difamatórias contra as religiões afro-brasileiras.

Este video é aqui recomendado, também, para se conhecer um pouco mais da pluralidade religiosa e sua história, para que se oriente melhor sobre os dógmas e ritos das Religiões de Matriz Africana, uma vez que foram elas o alvo do preconceito. Nesta discussão inter-religiosa compareceram representantes das seguintes religiões:
- Islâmica,
- Budista,
- Israelita,
- Presbiteriana,
- Beneditina - Católica,
- Umbanda,
- Candomblé nação Ketu,
- Candomblé nação Angola,
- Candomblé nação Jeje/Nagô
- Candomblé nação Nagô Egbá
- Candomblé nação Efan


Também gostaríamos de destacar a presença de nossa Nengua Dia Nkisi Dango (Mãe Dango) e Mam'etu Omindewa (da Nzo Musambu Hongolo Menha), que participaram do evento, e dizer que muito nos orgulha a dedicação e compromisso de ambas às manifestações contra o racismo e a intolerância religiosa, e que nos sentimos honradamente representados nesta luta contra o preconceito, Makuiu...e Ntondele (Muito Obrigado).   



"As virtudes de uma pessoas não tem nenhuma relação com suas crenças."
"Acreditar em Deus não significa ser santo e o não-acreditar não o torna um demônio."




Fonte: 
* YouTube
* Pagina da Web: Observatório da Impresa: Clique Aqui





sexta-feira, 23 de agosto de 2013

::: 3a. Feijoada com Pagode





::: 3a. FEIJOADA COM PAGODE - Para uma Criança Feliz :::

Acontecerá no dia 15/ 09/ 2013, à partir das 12:30 hrs, a "3a.FEIJOADA COM PAGODE - Para uma Criança Feliz", com música ao vivo, sorteios e boa comida. Sem dúvida, quem prestigiar o evento beneficente em prol das crianças da comunidade, se deliciará com uma magnífica Feijoada, além de muita animação. Convidamos à todos a prestigiar e parabenizamos a Equipe Passanel e seus parceiros pelo evento.

Local.: Espaço Cultural Elite Company Dance
End...: José J. Bertolini, 313 - Jd. Sta. Emilia (atrás do Supermercado Unimais)
Valor.: 20,00
Convites já a venda.
Informações: (19) 3809.1608 - (19) 9766.8922



terça-feira, 20 de agosto de 2013

::: As Àguas de São Paulo - 7a. edição



   As Águas de São Paulo  


"As Águas de São Paulo" convida todos os inúmeros religiosos e simpatizantes da promoção da cultura de paz e das religiões de matriz africana para no dia 5 de Outubro de 2013 participar do cortejo de caráter cultural e religioso, no centro de São Paulo, para a lavagem, purificação simbólica, da Estátua da Mãe Preta no Largo Paissandú, símbolo mais marcante da ancestralidade africana e, especificamente, da mulher negra, que para este movimento representa as sacerdotisas e sacerdotes que lutaram e lutam, historicamente, pela manutenção das tradições e da conquista de mais liberdade religiosa. 

Participe e some na luta pelo Estado Laico!


TRAJE PREFERENCIALMENTE BRANCO!

Maiores informações: 



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

::: Seminário Muxima dia Muhatu



O evento organizado pela Inzo Rainha das Àguas Doces e diversas parcerias, está em sua 4a. edição e propoem um olhar das Comunidades Tradicionais de Terreiro para homossexualidade, o movimento LGBT e a prevenção da Aids/DST. Acreditamos que esta discussão é um dever de nossas Comunidades, vendo que somos umas das religiões onde mais se agrega a diversidade, tanto sexual, quanto étnica e de gênero.

Além do Seminário propor um espaço de discussão com as mulheres Lésbicas pertencentes ou não das Comunidades Tradicionais de Terreiro, também comparecerão representantes de Movimentos Sociais, Professores e Doutores prestando esclarecimentos, debate de ações e orientações preventivas à DST/AIDS e ainda o poder público trazendo as políticas do nosso município para a homossexualidade, o direito sexual e reprodutivo, além de outras atividades.
Breve divulgação de cronograma completo.



Dia.........: 01 de Setembro 2013
Local......: Sede do PT - Campinas
Endereço.: Rua: Barão de Jaguara nº 334 - Centro | Campinas - SP

INSCRIÇÕES GRATUITAS
Informações: inzomusamburainha@yahoo.com.br





* MUXIMA DIA MUAHTO: Palavra na língua Bantu pertencente ao Candomblé de Angola que significa Coração de Mulher
*  AXÉ e ILÊ: Palavras na língua Yoruba pertencente a Candomblé de Ketu, que significam, Axé:- energia, poder, força da natureza e Ilê:- terra, chão.


Makuiu à todos!
Gostaríamos ainda, de salientar que as comunidades tradicionais de terreiro, possui em seu âmbito social e familiar, o bem querer, o proteger, o zelo pelos seus filhos e sua comunidade. E este comportamento foi honrosamente expressado no documentário "O CUIDAR NOS TERREIROS", filmado nas cidades de Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Luís e Salvador. O vídeo mostra a diversidade cultural das religiões de matriz africana e sua visão de integração ao mundo e de auxilio nos processos de equilíbrio das pessoas.

Este lançamento é promovido pelo Ministério da Saúde DST/AIDS, a Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde, pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, pela Superintendência de Segurança e Proteção à Saúde (SUVISA), Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP) e Programas Estaduais e Municipais de Salvador/Bahia.

Fonte: SMS - Secretaria Municipal Saúde/BA
 
 "O terreiro também é um espaço
 de prevenção e promoção da saúde."  



Kukula mu kiri kia Nzambi!
(Cresçamos na verdade de Deus!)


Kandandu!
(Abraços)








::: Diversidade Religiosa na TV



Makuiu à todos!
Divulgamos neste post uma conquista não só às Religiões de Matriz Africana, mas a Diversidade Religiosa, onde através de propostas encaminhadas à Ouvidoria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), elaboradas durante a Conferência Nacional de Comunicação de São Paulo, conseguiram aprovar a criação de programas de televisão para divulgar a diversidade religiosa brasileira, como segue em texto abaixo.




::: DIVERSIDADE  RELIGIOSA NA TV :::

A TV Brasil lançou, no início deste mês (Julho), dois editais para apoiar a produção de programas que irão compor a faixa da diversidade religiosa da emissora. As seleções preveem a contratação de produtoras independentes para a realização de dois novos conteúdos: a série Diversidade Religiosa: panorama e o programa Diversidade Religiosa: retratos. Os editais foram criados para atender demandas feitas à Ouvidoria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A série deverá abordar temas filosóficos e culturais ligados à religiosidade sob uma perspectiva jornalística e o programa abrirá espaço para que a cada nova edição um determinado credo possa se expressar livremente. A série jornalística terá um total de 26 episódios inéditos de 52 minutos.O programa artístico Retratos contará também com 26 episódios inéditos, de 26 minutos cada um.

As inscrições para o primeiro edital – Diversidade Religiosa: panorama poderão ser feitas até o dia 15 de agosto, mediante envio do Projeto Técnico e da Documentação de Habilitação, por correio ou pessoalmente, para o endereço da EBC, em Brasília. O vencedor do concurso firmará um contrato de coprodução com a EBC no valor total de R$ 1,3 milhão, sendo R$ 50 mil por episódio.

Para a seleção Diversidade Religiosa: retratos os interessados tem prazo até o dia 17 de agosto para realizarem as inscrições, enviando a documentação para o mesmo endereço. O vencedor firmará o mesmo tipo de contrato com a EBC só que o valor, neste caso, será de R$ 35 mil por episódio, perfazendo um total de R$ 910 mil por projeto.

O endereço para o envio da documentação é: Empresa Brasil de Comunicação S/A – EBC, Comissão Especial de Licitação, Concurso nº 001/2013, SCS Quadra 08, Edifício Super Center Venâncio 2000, Bl B-50, 1º Subsolo, Brasília, DF, Cep 70.333-900.


Grupo Consultivo

Em 2012 o Ministério da Cultura (MinC) integrou um Grupo de Trabalho que reuniu representantes da EBC com entidades da sociedade civil e órgãos governamentais, tais como a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPIR/PR). O grupo teve como o objetivo discutir a liberdade religiosa dentro do Sistema Público de Televisão. O trabalho foi criado em cima de demandas encaminhadas à Ouvidoria da EBC.

O GT indicou a criação de programas de televisão para divulgar a diversidade religiosa brasileira e fortalecer a tolerância de credos no país. A assessora do Gabinete da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC), Giselle Dupin, foi a representante do MinC neste grupo.

 

(Fonte: Site da EBC)
(Texto: Ascom/SCDC)



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

::: Babalao é recebido pelo Papa



 ::: BABALAO IVANI DOS SANTOS É RECEBIDO PELO PAPA :::

Rio de Janeiro – O babalaô Ivani dos Santos, um dos representantes das Religiões de matriz africana,  foi recebido pelo Papa no evento deste sábado(27) no Teatro Municipal, destacou o feito inédito de um Papa recebendo um representante do candomblé.
“Pela primeira vez um representante do candomblé é recebido por um papa. Isso é inédito”, afirmou. Ele contou que na sua conversa com o Papa, ele entregou um livro com fotos sobre a caminhada pela liberdade religiosa que acontece todos os anos no Rio e que, neste ano, está agendada para o dia 8 de setembro. Ele contou que também recebeu duas medalhinhas do Papa.
Ele contou que foi convidado para participar do evento pelo próprio Vaticano, que será um dos participantes dessa caminhada em setembro.
“Foi um passo muito importante. Marca um gesto de respeito às religiões afro-religiosas e minoritárias”, finalizou.

Ivanir dos Santos nasceu em l955, no Rio de Janeiro. Filho de Sandra Maria Ivanir dos Santos, ex-trabalhadora dos canaviais de Campos dos Goytacazes, que vem para o Rio trabalhar como doméstica, e do mecânico José do Carmo Santos.
Nasceu e se criou na favela do Esqueleto, Mangueira, onde hoje se localiza a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), até ser internado à força no antigo Juizado de Menores. Sua história se confunde com as bandeiras de lutas por liberdades, justiça e o fim do racismo. Criado durante a infância e adolescência nos corredores e pátios da antiga Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor – Funabem.

Fonte:
* G1.globo
* Geledés Instituto da Mulher Negra