sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

::: PREVISÃO 2014





Xenu jami jipange...
(Olá meus irmãos...)


O ano é regido pela energia de hum ou mais N'kisi/ Orixá, esta influência favorece ou não à determinadas situações e decisões, sejam elas positivas ou negativas, influencia as pessoas e até mesmo o próprio planeta. Este ano de 2014 será regido por HANGOLO e KAIAIA, (Oxumaré e Iemanjá), e teremos também a influência direta de nossos ANCESTRAIS.

Esta regência nos revela que o EMOCIONAL é a área que estará em evidência, aconselhando-nos a trabalhar com acolhimento, solidariedade, trabalhar o respeito e a paciência, mas de maneira verdadeira sem almejar trocas ou favores.

É claro que também estaremos mais sensíveis e sensitivos o que refletirá em nossa vida prática, então devemos ter cautela em administrar nossas contas para que não falte, sem deixar em segundo plano, o aprendizado e a prática do ato de dividir.   

Não esqueçamos de nossa ancestralidade e dos pretos velhos, é a primeira vez que os nossos ancestrais aparecem reinando, isto significa que as camadas de mentores aumentaram. Na questão dos pretos velhos, eles eram mestres na África e no Brasil, tiveram seus nomes trocados pelos senhores de escravos. Os ancestrais que estão regendo não se manifestam em incorporações, mas estão lincados aos pretos velhos, são elos entre nós que nos ajudam na cura de doenças. Cuidado com a influência dos eguns pois são sábios.

Nos relacionamentos, atentem aos nossos jovens, cuidado com as explosões sexuais e liberdade,  à gravidez inesperadas. Aos solitários momento propicio para novos relacionamentos, mas com cautela devido a paixões que não são verdadeiras, e aos casais a dica será o cuidar, o semear, o preservar, da relação, da amizade e do companherismo, pois há tendências à traições.  

Na saúde a pauta será o emocional, mas não esqueçamos do nosso corpo, pois a saúde plena se dá com o equilibrio do conjunto, corpo e alma, por isto, policiemos nossos hábitos: menos bebidas, destilados, comidas e sim mais rezas.
Os remédios ajudam nas doenças do corpo, a alma quem cuida é a energia.

Nguzu Kandandu !
(Forte Abraço !)




       
 




 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

::: Ilê Oxumaré recebe placa comemorativa



Terreiro Oxumarê recebe
placa comemorativa de patrimônio nacional 


Nesta quarta-feira (15/01), o terreiro Ylê Axé Oxumarê, localizado no bairro da Federação, em Salvador, um dos mais antigos centros de culto afro-brasileiro do Brasil, ganhou uma placa comemorativa do reconhecimento do espaço como patrimônio do Brasil. O terreiro foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em novembro de 2013. A placa foi entregue pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, e pela presidenta do Iphan, Jurema Machado.
Para o governador Jaques Wagner, é difícil mensurar a importância do tombamento de um terreiro como o Casa de Oxumarê, que reúne pessoas dedicadas à manutenção da religião africana, que durante muito tempo foram perseguidas pela polícia e pelo Estado brasileiro. “Agora tem este reconhecimento do Iphan e do Ministério da Cultura, que tornam esta casa um patrimônio histórico do Brasil. Para a Bahia é algo grandioso”.

Segundo a ministra Marta Suplicy, o tombamento é um processo complexo. “Este terreiro é algo que vai além da religião, faz parte da história do Brasil, é um lugar de resistência da cultura afrobrasileira”. O Ylê Axé Oxumarê é um dos sete terreiros já tombados no Brasil, dos quais seis estão na Bahia, o Casa Branca, Ilê Axé Opô Afonjá, Gantois, Alaketu e Bate-folha, e um em São Luís do Maranhão, o Casa das Minas Jejê.

O Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó, conhecido como Casa de Òsùmàrè, foi fundado há 180 anos e faz parte do panteão das casas matrizes responsáveis pela construção da religiosidade afro-brasileira.

Em 15 de abril de 2002, a Fundação Cultural Palmares reconheceu a Casa de Òsùmàrè como território cultural afro-brasileiro, atestando sua permanente contribuição pela preservação da história dos povos africanos no Brasil. Dois anos depois, em 15 de dezembro de 2004, foi registrado em livro de tombo do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) como patrimônio material e imaterial do Estado. 

** Fonte:
- Portal Vermelho - por Ana Emília Ribeiro - informações da Secom






 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

::: Ilê Oxumaré agora Patrimômio Cultural


Terreiro Ilê Axé Oxumaré e o
 Teatro Castro Alves são tombados pelo Iphan

O maior teatro da Bahia e um dos primeiros terreiros de Candomblé de Salvador foram tombados como patrimônios artísticos e culturais na manhã de quarta-feira (27 de Novembro de 2013). 

O Teatro Castro Alves é um dos equipamentos culturais mais frequentados do estado e um dos mais importantes teatros do país, além de ser um marco da arquitetura moderna brasileira. 



O Terreiro Ilê Axé Oxumarê é considerado um dos mais antigos centros de culto afro-brasileiro da Bahia e possui grande reconhecimento social. O terreiro, agora considerado patrimônio histórico, fica na avenida Vasco da Gama.

A proteção é um reconhecimento da contribuição do povo africano, que trouxe e deixou no Brasil seu conhecimento, sua cultura, seu legado, como afirmou o Babá Pecê do terreiro, Silvanilton Encarnação da Mata.

Para o presidente da Fundação Palmares, Alexandre Reis, o tombamento reafirma o momento histórico de consolidação de políticas de ações afirmativas pelo poder público e sociedade na superação das desigualdades. Só na cidade de Salvador há mais de mil sedes de cultos afro-brasileiros.

Agora, são sete terreiros de candomblé protegidos pelo Iphan, sendo seis deles em Salvador. Os tombamentos reafirmam a postura de incluir na ideia de patrimônio cultural, todas as manifestações que contribuíram para a formação da identidade nacional ao longo dos séculos. “Toda a história e resistência de um povo, representada neste espaço, que é o Terreiro, foi reconhecida e agora é um bem cultural brasileiro, protegido“ celebrou a presidenta do Iphan, Jurema Machado.

Os outros terreiros já tombados pelo instituto são:
- Na Bahia, Salvador 
  •  Casa Branca,
  • Ilê Axé Opô Afonjá, 
  • Gantois, 
  • Alaketu 
  • Bate-folha, 
- E em São Luís, no Maranhão
  • Casa das Minas Jejê


  Fonte: CORREIO Bahia





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

::: ::: Como foi o XIV Alaindê Xirê 2013


“Iya iya o!
Bori ala
Keto Baba!
Dugbe dugbe Alado firo,
Iya ope l`aiye

Oh, Mãe, Mãe,
Cabeça que nos cobre
Com coisas boas!
Assim como Xangô imortaliza o relâmpago no ar.
Mãe, estaremos sempre gratos ao mundo por vossa existência.”


O XIV Alaindê Xirê – Seminário e Festival Internacional de Culturas Africanas e Afro-brasileiras que ocorreu entre os dias 30/10 e 02/11/2013 no Ilê Afro Brasileiro Odé Loreci, na cidade de Embu das Artes em São Paulo contou com a presença de 350 pessoas ao longo dos quatro dias. Impossível descrever em palavras.


O seminário contou com a presença de pesquisadores e intelectuais de Cuba, Moçambique, EUA, França, Nigéria e de várias universidades brasileiras. Os debates percorreram os temas propostos, cultura, educação, música, religiosidade, racismo, entre tantos outros assuntos acerca das culturas negras da diáspora.


Também participaram autoridades públicas como o Sr. Chico Brito – Prefeito de Embu das Artes, bem como a Coordenadora de Igualdade Racial da cidade de Embu das Artes a Sr. Marisa Araújo, a Profa. Silvany Euclênio (Secretaria de Comunidades Tradicionais da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR – PR), o Sr. Américo Córdula (Secretário de Politicas Culturais do Ministério da Cultura do Brasil), o Sr. Valério Benfica (Representante Regional do Ministério da Cultura no Estado de São Paulo), Sra. Fátima Gazal e Sr. Márcio Santos (Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo), a Sra. Rocio Ortega (Senado Federal do Paraquay), entre dezenas de autoridades dos povos de matriz africana estiveram presentes. 

Durante o seminário foram assinados listas para solicitação de patrimônio material e imaterial do Terreiro de Candomblé Santa Bárbara (o mais antigo que se tem noticias em São Paulo), o Santuário Nacional da Umbanda na cidade de Santo André e o próprio Ilê Afro Brasileiro Odé Loreci.


Outra atividade importante foi a Roda de Conversa sobre o I Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, coordenado pela SEPPIR, com a presença de importantes lideranças religiosas, políticas e acadêmicas que discorreu sobre o conjunto de políticas públicas que buscam a garantia de direitos, a proteção do patrimônio cultural e da tradição africana no Brasil. Além do enfrentamento à extrema pobreza com ações emergenciais e de fomento à inclusão social produtiva e Desenvolvimento Sustentável.


A alimentação – almoço, jantar e cafés – preparados pela equipe do Ilê Afro Brasileiro Odé Lorecy e a pequena livraria também foram pontos fortes do evento, foram vendidos, a preço de custo, cerca de 85 livros, além dos lançamentos: Obàtálá e a Criação do Mundo Yorùbá de Luiz L. Marins e Ensaios sobre raça, gênero e sexualidades no Brasil de Jocélio Teles dos Santos.

Nas apresentações culturais o DJ Eduardo Brechó surpreendeu a todos com uma lista de músicas inspiradas nas culturas negras. No outro dia foi a vez do impecável Samba de Roda de Nega Duda.


Fonte: KultAfro




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

::: Kituminu kia Makuiniari ni moxi ma mivu -Mam'etu Kayalodomin




O "Inzo Musambu Kaitumba" uá Mam'etu Kayalodomin
jidandu Ndangi Angola uá

"Inzo Musambu Hongolo Menha"

Convidam para

     KITUMINU KIA MAKUINIARI NI MOXI  MA MIVU     
ni Mam'etu Kayalodomin
(Obrigação de 21 anos mam'etu Kayalodomin)

Dia 12/10/2013 - 19:00 h
Saída de Kayaya

Dia 19/10/2013 - 19:00 h
Saída de Nkosi

Rua Quinze no.167 - Campina Grande - Campinas/ SP - Fone: (19) 3261.1853

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

::: XIV ALAIDANDE XIRE 2013





::: XIV ALAIANDÊ XIRÊ - 2013 em São Paulo :::

Seminário e Festival Internacional de Culturas Africanas e Afro-brasileiras de 30/10 à 02/11/2013

O Alaiandê Xirê – Festival Nacional de Alabês, Xicarangomas e Runtós foi criado pelo Ogã e Babalorixá Roberval Marinho e pela Agbeni Xangô Cléo Martins, membros do Ilê Axé Opô Afonjá – BA, sendo realizado anualmente desde 1998 e seu patrono é o orixá Xangô. Tem por objetivo debater questões diversas sobre os povos e comunidades tradicionais de matriz africana com ênfase naquelas relacionadas aos músicos sagrados dos candomblés de todas as nações. O encontro já foi realizado na Bahia, Recife e Brasília unindo membros dos candomblés e reconhecidos intelectuais e acadêmicos de inúmeras universidades do Brasil e do exterior. Neste ano, o orixá homenageado será Logunedé, patrono do terreiro Ilê Afro Brasileiro Odé Loreci onde se realizará o encontro e contará com o apoio organizacional do Instituto Alaiandê Xirê, CERNe (Centro de Estudos das Religiosidades Contemporâneas e das Culturais Negras) do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo, Àgò Lònà Associação Cultural e Prefeitura de Embu das Artes.

Tema: "Origens, Tradições e Continuidades – Desafios da cultura afro-americana no século XXI

Data:     30/10 – 02/11/2013

Local:     Ilê Afro Brasileiro Odé Loreci
               Rua Monte Alegre, 126 – Jardim Pinheiros 
               Embu das Artes – SP

Instituto Alaiandê Xirê
- Presidente: Roberval José Marinho (Lojutogun do Ilê Axé Opô Afonjá, doutor em Artes pela USP e professor da UCB) 
- Vice-presidente: Rita Virgínia Rodrigues do Rio (Omorogba do Ilê Axé Opô Afonjá).

Comissão Organizadora do XIV Alaiandê Xirê (São Paulo)
- Baba Ògúndáre (Anfitrião, sacerdote do Ilê Afro Brasileiro Odé Loreci)
- Vagner Gonçalves da Silva (Prof. no Departamento de Antropologia da USP, Coordenador do CERNe)
- Aulo Barretti Filho (Presidente e pesquisador da Funaculty e Bàbálórìsà Kétu (BA) reafricanizado (SP)
- Rosenilton Oliveira (Doutorando em Antropologia - USP)
- Marcelo Mendes Chaves (Mestre em Artes - USP)
- Pedro Neto (Àgò Lònà Associação Cultural, membro do Núcleo de Relações Raciais, Memória, Identidade e Imaginário do PEPG da PUC – SP e membro titular do Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do CNPC-Minc)

::: PROGRAMAÇÃO :::


30/10 - Quarta-feira

20h Mesa de Abertura
Fala das autoridades, parceiros e apoiadores:
Roberval Marinho (Presidente do Alaiandê Xirê)
Baba Ògúndáre (Anfitrião, sacerdote do Ilê Afro Brasileiro Odé Loreci)
Aulo Barretti Filho (Comissão Organizadora)
Vagner Gonçalves da Silva (Comissão Organizadora)
Coordenação: Marcelo Mendes (Mestre em Artes - USP)

21h – Xirê
Terno de Alabês do Ilê Axé Opô Afonjá e da Casa Branca do Engenho Velho (Salvador - BA)

22h – Coquetel/Ajeum
Discotecagem com o DJ Eduardo Brechó (ritmos afro-brasileiros)

31/10 - Quinta-feira

9:30 as 10:30 h - Mesa 1 – Logunedé – Entre o Rio e a Floresta
Bàbá Ògúndáre (Bàbálórìsà do Ilê Afro Brasileiro Odé Loreci - SP)
Omoriyeba Silifatu Lasisi*
Mopelola Osunfumike Oladejo*
(*Sacerdotisas responsáveis pelo culto de Logunéde em Ibadan na Nigéria)
Coordenação: Vagner Gonçalves da Silva (USP – SP)
Esta mesa visa discutir a presença de Logunedé na tradição africana e afro-brasileira. De que forma suas origens e ressignificações brasileiras podem contribuir para a continuidade da cultura negra.

11h as 12:30 h - Mesa 2Religiões no espaço público
Rachel Rua Baptista Bakke (USP – SP)
Bàbá Paulo César Pereira de Oliveira (Centro Cultural Orunmilá – Ribeirão Preto/SP)
Coordenação: Teresinha Bernardo (PUC – SP)
Esta mesa visa promover uma reflexão sobre a presença dos valores culturais e religiosos afro-brasileiros fora dos templos. Ao mesmo tempo em que estas religiões são atacadas elas também ganham visibilidade na mídia (novelas que abordam o tema, por exemplo) e em outros espaços públicos. A implementação da lei 10.639/2003 que obriga o ensino de história africana e cultura afro-brasileira e indígena tem promovido muita polêmica, sobretudo quando se fala das religiosidades de origem africana que ainda são vistas com muito preconceito.

13 as 14:30 h - Almoço

14:30 as 16:00 hs - Mesa 3 - Convivência inter-religiosa
Vagner Gonçalves da Silva (CERNe/USP)
Aulo Barretti Filho (Pesquisador da Funaculty e Bàbálórìsà Kétu)
Ekede Ogunladê
Coordenação: Milton Bortoleto (CERNe/USP)
Esta mesa visa promover uma reflexão sobre o crescente processo de intolerância religiosa verificado em todo o Brasil e promovido, sobretudo, pelas denominações neopentecostais contra as religiões afro-brasileiras. Também falaremos das transformações positivas que esse processo acarretou entre os quais a maior aproximação das tradições afro-brasileiras entre si, rompendo muitas vezes rivalidades históricas (entre a umbanda e o candomblé, por exemplo), a formação de movimentos de conscientização e de reações aos ataques (como processos impetrados na justiça denunciado os crimes relacionados à intolerância e descriminação religiosa).

16:30 as 18:00 hs - Mesa 4O sistema oracular de Ifá: suas trajetórias e implicações
Ayoade Kazeem Adeleke (Babalaô nigeriano)
Tomás Fernández Robaina (Investigador y Professor Titular Biblioteca Nacional de Cuba)
Bàbá Ògúndáre (Bàbálórìsà do Ilê Afro Brasileiro Odé Loreci)
Coordenação: Rosenilton Silva de Oliveira (CERNe/NAU-USP)
Esta mesa visa promover uma reflexão sobre o sistema oracular de Ifá, um dos principais meios de ensino, aprendizado e organização das religiões afro-americanas. Este sistema apresenta o principal corpus sobre a cosmologia, cosmogonia, valores religiosos etc. que embasam a prática do culto aos orixás na África e em sua diáspora pelo mundo. Neste sentido, pretende-se avaliar as diferentes escolas ou tradições de Ifá desenvolvidas ao longo das duas margens do Atlântico Negro (principalmente em países como Nigéria, Cuba e Brasil) e o modo pelo qual a crescente divulgação e prática deste oráculo impacta o desenvolvimento do culto aos orixás nos moldes praticados pelas tradições afro-americanas.

19 as 20 h - Jantar

20:30 as 21:30 hs - Atividade Cultural
Nega Duda e o Samba de Roda do Recôncavo da Bahia

01/11 - Sexta-feira

9:30 as 11:00 h - Mesa 5Religião e Políticas Públicas: Cultura e Patrimônio
Convidados a confirmar.
Coordenação: Rosenilton Silva de Oliveira (CERNe/NAU-USP)
Esta mesa visa promover uma reflexão sobre as relações entre as comunidades de terreiro e a sociedade mais ampla. Como se sabe entre as várias políticas públicas adotadas pelos governos, sobretudo dos últimos 20 anos, estão o atendimento às demandas das comunidades negras em torno de melhoria das condições de vida, relacionadas à saúde, à visibilidade social, ao combate à discriminação sócio racial etc. Com isso, as comunidades de terreiro têm sido fortemente chamadas a atuar como agentes políticos por ser importantes centros de construção de identidade voltados à memória e pratica de valores cognitivos de origem africana. Tombamentos de terreiro e de manifestações culturais de influência religiosa têm mostrado a presença e importância destas comunidades neste processo.

11:00 as 12:30 h - Mesa 6 - Religião e Artes
Marcelo Mendes (USP)
Dilma de Melo e Silva (USP)
Coordenação: Roberval Marinho (UCB)
Esta mesa visa promover uma reflexão sobre a importância das religiões afro-brasileiras na construção da identidade nacional por meio da produção artística. Como se sabe, essa religiosidade influenciou fortemente a música popular brasileira (com gêneros musicais como o samba), as manifestações festivas nacionais (como o carnaval, maracatus, afoxés, festas de largo), a literatura (sendo Jorge Amado seu grande divulgador), o cinema e as artes visuais, entre outros campos.

13:00 as 14:30 h - Almoço

14:00 h - Abertura do Festival
Toque de Ogum, Oxóssi, Xangô, Logunedé e Oxun.
- Terno de Alabês do Ilê Axé Opô Afonjá e da Casa Branca do Engenho Velho (Salvador - BA)

15h – 1ª Apresentações das delegações de tocadores (Alabês, Xicarangomas e Huntós)
- Terno de Muxiki N`Goma do Nzo Tumbansi Twa Nzaambi Ngana Kavungu (Itapecerica da Serra – SP) com Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi
- Terno de Huntós da Casa das Minas de Thoya Jarina (Diadema – SP) com Nochê Sandra de Xadantã

18 h - “O Dobra Couro” (Homenagem aos religiosos falecidos)
- Hayde Bangbose (Terreiro Pilão de Prata - BA)
- Cidália de Iroko (Terreiro do Gantois - BA)
- Manode de Iansã (Terreiro de Candomblé de Santa Bárbara - SP)
- Waldemiro Baiano (Terreiro SP-RJ)
- Toy Francelino de Xapanã (Casa de Mina de Thoya Jarina - SP)
- Jorge de Iemanjá (Casa de Iemanjá - MA)
- Zefinha de Oxum (Terreiro de Oxum Mitaladê - SP)
- Persio de Xangô (SP)
- José Flavio Pessoa de Barros (RJ)
- José Carlos de Ibualamo (SP)
- Caio de Xangô (Axé Ilê Oba - SP)
- Doda de Ossaim (SP)

19:00 as 20:00 h - Jantar

20:00 hs - Atividades Culturais
Lançamento de livros, trabalhos, CDs, DVDs e outros materiais religiosos.
Lançamento do livro: Obàtálá e a Criação do Mundo Yorùbá de Luiz L. Marins

02/11 – Sábado

10 as 12 h - Roda de Conversa – I Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana
Silvany Euclênio (Secretaria de Comunidades Tradicionais SEPPIR PR)
Kota Mulanji Mona Kelembeketa - Regina Nogueira (Médica e Coordenadora de Saúde da População Negra de Embu das Artes)
O plano foi construído com base no Plano Plurianual (PPA 2012-2015) e reúne um conjunto de políticas públicas que buscam a garantia de direitos, a proteção do patrimônio cultural e da tradição africana no Brasil. Além do enfrentamento à extrema pobreza com ações emergenciais e de fomento à inclusão social produtiva e Desenvolvimento Sustentável.
A SEPPIR coordena o grupo de trabalho responsável pela execução, monitoramento e revisão do plano e que agrega os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Meio Ambiente, Saúde, Educação, Cultura, Planejamento, Orçamento e Gestão, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fundação Cultural Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

12 as 13 h - Almoço

13 as 16 h - 2ª Apresentação das delegações de músicos
- Terno de Alabês do Ilê Axé Omo Oxê Igba Aladan (São Paulo – SP) com Bàbálórìsà Toninho d'Oxum
- Terno de Xikarangomas do Manzo Nkisi Musambu (Carapicuíba – SP) com Taata Taua e Négua Buraji

16h às 17 h - Atividades Culturais

17 h às 18 h- Mesa de Passagem da Bandeira do Alaiandê Xirê
Entrega de troféu Alaiandê Xirê
Ritual de passagem da Bandeira do Alaiandê Xirê para a Instituição que irá sediá-lo em 2014
(por Nice da Casa Branca – Iyalare do Alaiandê)

19h - Jantar de Encerramento


 Mais informações:




segunda-feira, 23 de setembro de 2013

::: Mulher Negra Iyalorisá defende dissertação aos 72 anos




A Iyalorisá Iyagunã Dalzira Maria Aparecida se alfabetizou com 13 anos. Em função da falta de oportunidades educacionais e por questões de trabalho conseguiu concluir o Ensino Fundamental somente aos 33 anos (1974). Em 1990, aos 49 anos voltou a estudar, cursou Educação de Jovens e Adultos (EJA) e concluiu o Ensino Médio. Em 2003, aos 63 anos, foi aprovada no Curso de Relações Internacionais e concluiu a graduação aos 68 anos tendo pesquisado a influência africana em Cuba, Brasil e Argentina. Em 2011, aos 70 anos ingressou no curso de Mestrado em Tecnologia e Trabalho na Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Agora aos 72 anos, a Iyalorisá do Templo Religioso Ilê Asé Ojogbo Ogum, defenderá sua dissertação de mestrado que tem o título: “Templo religioso, natureza e os avanços tecnológicos: os saberes do candomblé na contemporaneidade”, pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). De acordo com a Iyalorisá o objetivo da pesquisa foi o de “analisar o impacto do processo de urbanização e das tecnologias de informação e comunicação, em particular a internet, sobre os terreiros de Candomblé e os saberes constituídos nesses espaços de ritos e conhecimentos tradicionais de matriz africana”, conta.

Em 1979, Dalzira ingressou na militância do Movimento Negro, já em nível nacional, no Grupo de União e Consciência Negra (GRUCON), ainda na época da ditadura militar. Foi neste momento que ela começou a enxergar com mais nitidez a problemática dos negros e o racismo. Contribuiu posteriormente para a criação de várias organizações negras no Paraná, e por isso se tornou ícone na reorganização do Movimento Negro do Estado sendo reconhecida como uma das maiores lideranças negras do Paraná. 

A Iyá, como carinhosamente é conhecida, foi ainda delegada, representando o Brasil na Conferência Mundial de Combate ao Racismo e a Discriminação, que aconteceu em Durban na África do Sul, em 2001. 

O evento acadêmico acontecerá no dia 23 de setembro, às 14h30, na UTFPR, Avenida Sete de Setembro, 3.165, em Curitiba, Sala C, 301.

Contato com a Mestranda Iyagunã Dalzira Maria Aparecida: 
(41) 3014 8904




Texto por: Marcilene Garcia de Souza 

Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra