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sábado, 19 de julho de 2014
quinta-feira, 10 de julho de 2014
::: Coleção de Bonecas "Rainhas da África"
Taofik Okoya cria bonecas negras para combater preconceito e vendem mais que Barbie
“Meu objetivo é mudar a realidade de milhares de crianças com brinquedos próximos de sua realidade”, disse o empresário
Taofik Okoya, deixou o cargo de diretor da empresa de seu pai na África para abrir uma empresa de bonecas.
A ideia surgiu quando ele precisou comprar uma boneca para sua sobrinha e percebeu que no mercado só haviam bonecas brancas e muito caras. Okoya então resolveu fazer algo importante pelas garotas africanas.
Ele criou o projeto ‘Queens of Africa’ (Rainhas da África), uma série de bonecas negras, inspiradas em em grandes mulheres da história africana.
“Meu objetivo é mudar a realidade de milhares de crianças com brinquedos próximos de sua realidade”, disse o empresário.
Com a maior população de crianças negras no mundo, as bonecas de Okoya atualmente são mais vendidas que as Barbie, na Nigéria, o que mostra um grande avanço cultural, pois muitas famílias tinham resistência a comprar bonecas, por considerá-lo um brinquedo elitista.
** Fonte: Geledes.org.br
segunda-feira, 30 de junho de 2014
::: Centenário Mãe Biu do XAMBÁ
29 de Junho de 2014
Filha de Ogum, Severina Paraíso da Silva (Mãe Biu) nasceu em 29 de junho 1914. Filha consanguínea de José Francelino do Paraíso, casado com Maria do Carmo Paraíso, que fora sua madrasta, foi iniciada por Artur Rosendo Maria Oyá, nos ritos da Nação Xambá em 1934. Responsável pela sobrevivência da tradição em mais de uma década de repressão policial contra as religiões de matriz africana em Pernambuco, Mãe Biu dirigiu por 40 anos a casa que é hoje considerada a única da Nação nas Américas.
ANCESTRALIDADE
A tradição religiosa parte de uma área de fronteira entre Camarões e Nigéria, chegando ao Brasil em 1923. Com a repressão policial e o falecimento de Maria Oyá, yalorixá e matriarca da Nação, a família Xambá se dispersou em 1939 e só se reencontrou quando Mãe Biu reabriu seu terreiro em Santa Clara, no Recife.
“Foram tempos difíceis. Só nos
restabelecemos de fato em 1950 quando migramos para Olinda”, conta Guitinho de Xambá, sobrinho-neto de Mãe Biu, esclarecendo a estruturação do Quilombo Portão do Gelo que passou a existir em função do Terreiro e foi certificado pela Fundação Cultural Palmares em 2006. O rapaz destaca Mãe Biu como figura central da Nação Xambá no país.
“Foi ela quem conseguiu reunir a família e a reorganizá-la em seus princípios e valores ético, moral e espiritual”, enfatiza. Guitinho ressalta ainda, o fato de a comunidade sempre ter sido liderada por mulheres. Tal respeito é continuado de tal modo que, desde o falecimento da yalorixá, seu trono permanece a espera de uma sucessora, uma nova Iansã, à sua altura.
TRADICIONALIDADE
Dona de uma personalidade forte, negra, mãe de quatro filhos. Era esse o perfil da grande Ialorixá que enfrentou os obstáculos de uma época em que o país foi marcado pela repressão. Um de seus filhos, Adeildo Paraíso da Silva ou Pai Ivo de Xambá, assumiu em 2003 a direção do Terreiro – 10 anos após o falecimento de sua mãe – com a
responsabilidade de preservar o Culto aos orixás. Ele se recorda de Mãe Biu como uma mulher amável e dedicada na transmissão dos conhecimentos tradicionais.
“Ela era muito evoluída e foi quem empoderou a Nação. Sem ela, a tradição Xambá não teria resistido no Brasil”, explicou. Sempre preocupada com a consciência negra e com a continuidade
dos saberes, apesar de analfabeta Mãe Biu garantiu que os ritos e tradições fossem registrados pela escrita, por veículos impressos de comunicação e por cerca de 800 fotografias.
HERANÇA
Hoje Severina Paraíso da Silva é o nome da Rua que deu origem à comunidade de Portão do Gelo, o primeiro quilombo urbano de Pernambuco. De acordo com Ivo do Xambá, a conquista garantiu reconhecimento e benefícios aos moradores do bairro que vive em função do Terreiro. O dia-a-dia no quilombo é baseado no respeito às tradições, à família e aos mais velhos de modo que os conhecimentos são transmitidos de geração
para geração.
As fotografias, roupas e peças ritualísticas deixadas pelos ancestrais da Xambá contemporânea compõem o acervo do Memorial Severina Paraíso da Silva. O espaço fica na casa onde foi aberto originalmente o Terreiro e mantém importante patrimônio material e imaterial etnológico. Um legado aos adeptos e seguidores do Candomblé da Nação.Todos os anos, na data em que todo o país rende homenagens à São Pedro, seguindo o calendário católico, o Quilombo Portão do Gelo, sem desrespeitar ao
santo, volta sua celebração com muita festividade à ancestralidade africana e às vitórias da Nação em mais um ano de resistência.
Fonte:
* Imagem - Fundação Palmares.org
terça-feira, 17 de junho de 2014
::: MUSEU AFRO BRASIL / SP
Museu Afro Brasil
celebrará o dia Internacional da África
com duas novas exposições.
No ano em que comemora seus dez anos de fundação, o Museu Afro Brasil, Instituição da Secretaria de Estado da Cultura, celebrará também o Dia Internacional da África com duas novas exposições: "Objetos simbólicos - Casa do Patrimônio de Porto Novo, Benin" e "Espírito da África - Os Reis Africanos".
As duas mostras estreiam no dia 22 de maio, às 19h. Ambas permanecerão em cartaz até 3 de agosto de 2014.
"São muitos os reinos descobertos nesta expansão dos portugueses pelas ilhas atlânticas e do Continente Africano. Com uma organização política, social e religiosa, esses soberanos negociaram e trocaram correspondências com os reis portugueses e até se batizaram para
receber, não só a bênção cristã, mas a proteção de suas majestades", conta o diretor-curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araujo.
A exposição "Espírito da África – Os Reis Africanos", do fotógrafo Alfred Weidinger, traz retratos de reis e chefes contemporâneos de diversas partes do continente africano e oferece um diálogo com obras do acervo do Museu Afro Brasil. Estatuetas dos Camarões cobertas por miçangas, presentes na exposição de longa duração do museu, podem ser relacionadas às insígnias de poder (do mesmo material) que acompanham o rei de Babungo, dos Camarões, fotografado por Weidinger. O guarda-sol multicolorido dos povos fon do Benin, com símbolos de poder bordados, também pode ser visto num retrato do rei de Dassa, do mesmo país. "A exposição do fotógrafo austríaco Alfred Weidinger tem um grande
significado para a história e a memória ancestral, já que esses líderes tribais não têm mais poder político, mas na sua essência decorativa são conselheiros, lembrando a memória de uma África perversamente desfeita pelas novas divisões territoriais, que uniram diferentes etnias", afirma o curador Emanoel Araujo.
Por sua vez, a exposição "Objetos simbólicos - Casa do Patrimônio de Porto Novo, Benin" reúne moedas africanas, objetos litúrgicos e roupas de Obás (título honorífico das realezas iorubanas), da coleção da Casa do Patrimônio de Porto Novo, no Benin. Além de apresentar uma faceta da cultura material da África pouco conhecida do grande público, revela uma sofisticada rede de trocas comerciais entre diferentes povos africanos e um conhecimento técnico da metalurgia desde antiguidade. De variados tamanhos, formas e materiais, como o bronze, o cobre e o ferro, as moedas africanas, além de terem sido usadas para pagamentos e trocas, eram objetos de prestígio e símbolos de um reconhecimento social de seu portador.
Exposições:
- "Espírito da África - Os Reis Africanos"
- "Objetos simbólicos - Casa do Patrimônio de Porto Novo, Benin"
Abertura em 22 de maio, às 19h.
Encerramento: 3 de agosto 2014
Museu Afro Brasil - Organização Social de Cultura
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Parque Ibirapuera - Portão 10
São Paulo / SP - 04094 050
Fone: 55 11 3320-8900
Entrada gratuita
www.museuafrobrasil.org.br
O funcionamento do museu é de terça-feira a domingo, das 10 às 17hs,
Com permanência até às 18hs. Na última quinta-feira de cada mês, o horário de funcionamento será
estendido até às 21hs, para atendimento noturno ao público visitante.
Informações para a imprensa – Museu Afro Brasil
* Gabriel Cruz – (11) 3320-8940 – gabriel.cruz @museuafrobrasil.org.br
Flavio Costa - flavio@museuafrobrasil.org.br
*Jamille Menezes – (11) 2627 8243 – jmferreira@sp.gov.br
Fonte:
* MUSEU AFRO BRASIL - http://www.museuafrobrasil.org.br
quarta-feira, 28 de maio de 2014
::: 5o. ENCONTRO NACIONAL DE TRANÇADEIRAS :::
08/06 (Domingo)
08/06 (Domingo)
Jundiaí é sede do maior encontro de trançadeiras do Brasil, o TRANÇANDO ARTE BRASIL que além de reunir e levar conhecimento para os profissionais da área é também uma das grandes ações de preservação de uma das tradições mais antigas trazidas de África, as tranças.
Venha participar dessa festa em torno desse Patrimônio Cultural Imaterial que é sinônimo de fortalecimento da auto-estima do provo brasileiro.
Trançando Arte é troca de experiência!
É valorização de tradições ancestrais!
É reconhecimento dos profissionais!
Apresentações:
:: Desfile de tranças
:: Shows diversos
:: Comidas tipicasVenha participar dessa festa em torno desse Patrimônio Cultural Imaterial que é sinônimo de fortalecimento da auto-estima do provo brasileiro.
Trançando Arte é troca de experiência!
É valorização de tradições ancestrais!
É reconhecimento dos profissionais!
Apresentações:
:: Desfile de tranças
:: Shows diversos
:: Feira de artesanato
:: Show de Margarete Menezes às 20:00h
Dia: 08 de Junho 2014
Local: Parque da Uva - Jundiaí
À partir das 9:00h
Entrada Gratuita
INSCRIÇÕES TRANÇADEIRAS:
(11) 4596-2729
INFORMAÇÕES:
(11) 4589-8450 ou www.jundiai.sp.gov.br
* vídeo do evento edição ano 2013
segunda-feira, 26 de maio de 2014
::: FEIJOADA COM OS AMIGOS - 2014
FEIJOADA COM OS AMIGOS (MÃE DANGO)
Neste dia, como todo ano, acontecerá a tradicional "FEIJOADA COM OS AMIGOS", edição 2014, da Casa do Arco Íris de Mãe Dango.
Os convites já estão a venda. Lembrando que dará direito à Feijoada, Couve refogada, Arroz, Farofa e Laranja.
O kit poderá ser retirado no local à partir das 10:00h ou consulte a possibilidade de entrega.
Valor: R$ 20,00
Local retirada: Rua Sérgio Sidnei de Souza, 56 - Vl Inema - Hortolândia - SP
Fones: (19) 9.9766-8922/ (19) 3809-1608
Os convites já estão a venda. Lembrando que dará direito à Feijoada, Couve refogada, Arroz, Farofa e Laranja.
O kit poderá ser retirado no local à partir das 10:00h ou consulte a possibilidade de entrega.
Valor: R$ 20,00
Local retirada: Rua Sérgio Sidnei de Souza, 56 - Vl Inema - Hortolândia - SP
Fones: (19) 9.9766-8922/ (19) 3809-1608
sexta-feira, 23 de maio de 2014
::: Exposição PUC - CAMPINAS
EXPOSIÇÃO PUC - CAMPINAS
"Ressignificações da Cultura Afro-Brasileira
O Museu Universitário da PUC-Campinas apresenta a exposição “Ressignificações da Cultura Afro-Brasileira”, em comemoração à 12ª SEMANA NACIONAL DE MUSEUS.
A exposição estará disponível até o dia 12 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 22h, no Museu Universitário que está localizado no Campus Central (Rua Marechal Deodoro, 1099 – Centro). A exposição museológica traz objetos tradicionais da cultura afro-brasileira, oriundos do acervo do Instituto Ibaô de Campinas.
Ao todo, são apresentadas cerca de 100 peças como instrumentos musicais, vestimentas tradicionais e imagens religiosas. O objetivo da exposição é apresentar ao visitante o universo da cultura afro-brasileira nos dias atuais, seus significados e as razões de existir, deixando de lado o senso comum atribuído a esta tradição.
A visita ao Museu Universitário é gratuita e pode realizada individualmente ou em grupo. Se o visitante desejar o acompanhamento de monitor para obter mais informações sobre a exposição, é preciso fazer o agendamento pelo telefone (19) 3735-5898 ou email museu@puc-campinas.edu.br.
MUSEU UNIVERSITÁRIO
Exposição até 12 de Dezembro 2014
Seg a Sex das 9:00 as 22:00h
::: Semana da África e Diáspora UNICAMP
SEMANA DA ÁFRICA E DIÁSPORA UNICAMP
FICAFRO

A UNICAMP está promovendo uma semana com a temática "ÁFRICA", de 26 a 30 de Maio, na Casa do Lago, onde estão programadas oficinas, mesas de debates, músicas, comidas, apresentações de trabalhos e palestras,como segue programação abaixo.
SEGUNDA FEIRA – DIA 26 DE MAIO
12 h – Abertura - Lançamento do Livro “Uma Marqueza entre as Domésticas”
13h - Lançamento do FICAFRO - Fórum de Integração de Cultura Afro Brasileira
14h - Samba das Mina 16h e 18h – Filme sobre a Temática Étnico Racial
TERÇA FEIRA – DIA 27 DE MAIO
12h - Trajetória dos professores negros na Unicamp:
Prof. Dr. Everardo Carneiro
Profa. Dra. Lucilene Reginaldo
14h - Apresentações de trabalhos com a temática racial
14h - Miguel Joaquim Justino Muhale
Lutar Criar Poder Popular: Uma Perspectiva etnográfica do bloco de lutas pelo transporte publico no RS.
14h30 - Anselma Garcia de Sales
As relações dialógicas entre tempo e espaço: Um estudo da trilogia do Cairo, de Nagib Mahfuz.
15h - Prof. Dr. Francisco Hideo Aoki
Cooperação Acadêmica Brasil –África - Desafios da Extensão Universitária
15h30 - Maíra da Silva
Chumbo e zinco em solos cultivados com mandioca no Bairro Martins e na Comunidade Quilombola Ivaporunduva - Vale do Ribeira - SP
16h – Debate sobre os trabalhos
16h e 18h – Filme sobre a Temática Étnico Racial
19h30 – Oficina - Samba no pé - Prof Henrique Carioca
QUARTA-FEIRA – DIA 28 DE MAIO
14h - Continente africano: breve panorama histórico, politico, econômico e cultural.
Deolindo de Barros
16h e 18h – Filme sobre a Temática Étnico Racial
QUINTA-FEIRA – DIA 29 DE MAIO
14h - Apresentações de trabalhos com a temática racial
14h - Daniela Caetano
A Francofonia na África e na Diáspora
14h30 - Daniele Motta
Raça e Classe - O pensamento de Florestan Fernandes
15h - Giverade Alves do Amaral (Moçambique)
O Processo de Institucionalização da Questão Ambiental em Moçambique
15h30 - Josaphat Desbas
Um Haiti que você não conhece
16h e 18h – Filme sobre a Temática Étnico Racial
19h – Oficina - Roda de conversa sobre mulheres negras
Anselma Sales
Célia Zenaíde
SEXTA-FEIRA – DIA 30 DE MAIO
12h - Ações afirmativas na Unicamp
Núcleo Consciência Negra da Unicamp
Kiko (GT)
14h - Oficina - A africaniedade cultural das casas de candomblé
Claúdia Arruda
15h30 – Oficina - Dança Afro
Renata Oliveira
16h e 18h – Filme sobre a Temática Étnico Racial
18h - Kizomba de Encerramento – A combinar.
terça-feira, 20 de maio de 2014
::: 4o.Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais
::: 4o.Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Contemplativas :::
A Medicina Indígena e do Candomblé
As tradições afro-amerindias ganharam espaço no debate científico sobre equilíbrio e saúde.
A integração entre corpo e mente que hoje os profissionais de saúde pesquisam com o objetivo de prevenir e e tratar desequilíbrios é inerente às tradições da medicina popular. Convidados a discutir como essas práticas dialogam hoje com ciência, representantes da umbanda, candomblé e da medicina praticada pelos pajés trouxeram seus saberes para o 4º Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Contemplativas, realizado pela Universidade Federal de São Paulo e Associação Palas Athena.
“Na cultura indígena, não podemos dissociar as tradições de religião e medicina. Não é só a prática que é integrativa, a concepção desses saberes também são”, afirma a antropóloga Lúcia Helena Rangel. “Saúde é um estado de bem-estar físico, psíquico e mental, segundo a definição da Organização Mundial de Saúde. Nós, dentro da tradição afro-brasileira, dizemos que saúde é a harmonia do espírito", diz o médico Bruno Barbosa, membro da Faculdade de Teologia Umbandista. "Se o espírito está em harmonia, o corpo físico também está.”
A integração entre corpo e mente que hoje os profissionais de saúde pesquisam com o objetivo de prevenir e e tratar desequilíbrios é inerente às tradições da medicina popular. Convidados a discutir como essas práticas dialogam hoje com ciência, representantes da umbanda, candomblé e da medicina praticada pelos pajés trouxeram seus saberes para o 4º Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Contemplativas, realizado pela Universidade Federal de São Paulo e Associação Palas Athena.
“Na cultura indígena, não podemos dissociar as tradições de religião e medicina. Não é só a prática que é integrativa, a concepção desses saberes também são”, afirma a antropóloga Lúcia Helena Rangel. “Saúde é um estado de bem-estar físico, psíquico e mental, segundo a definição da Organização Mundial de Saúde. Nós, dentro da tradição afro-brasileira, dizemos que saúde é a harmonia do espírito", diz o médico Bruno Barbosa, membro da Faculdade de Teologia Umbandista. "Se o espírito está em harmonia, o corpo físico também está.”
O pajé Kaká Werá, em sua convivência com índios guaranis, explica que nessa tradição "todo o princípio de cura não é fragmentado da espiritualidade". Até hoje, em qualquer comunidade guarani há um espaço chamado de opã, a casa de reza. "O local onde acontece a cura é o mesmo onde ocorrem os encontros sagrados, os batismos, as preces, os ritos de passagem."
"Os ricos estão com depressão porque o dinheiro não trata a dor e os pobres têm problema de banzo porque não têm o que comer. Criamos um mundo de disputas e dele a medicina não dá conta sozinha"
A ligação entre o corpo e o espírito foi destacado também por Mãe Dango, sacerdotisa de um templo de candomblé angola e ativista da liberdade religiosa no Brasil. “Se nós não tratarmos da alma, compreendendo o que é a chamada fitoterapia espiritual, se a medicina não sair do caminho da racionalidade, do cumprimento do dever, se ela não tomar de volta esses notórios saberes, discutindo um pouco o fato de que o câncer é criado pela dor da alma, no futuro estaremos ainda mais doentes."
Axé para todos
"Nas religiões afro-brasileiras, quando queremos desejar força, saúde, paz e vitalidade, desejamos axé", explica Barreto. O sacerdote explica que os banhos de folha e tudo que é feito das religiões afro-brasileiras são feitos de maneira sacralizada e ritmada. "Até pra se colher uma folha há uma metodologia que pode começar com uma simples defumação, queimando uma erva seca e essa simples queima de uma erva faz mexer na energia de elementos como fogo, ar e terra", completa.
A mãe de santo explicou também sobre a necessidade de haver no mundo, pessoas que querem discutir o que é corpo e alma, livre de preconceitos e abertos à diversidade.
Somos luz
A dança é fundamental no processo de cura da tradição guarani, explica Kaká Werá. " A dança nos devolve a saúde, a harmonia, no nosso caso, a dança semicircular". Ele esclarece a dificuldade que existe para que as pessoas entendam essa medicina do ponto de vista meterial. "Não se pode entender como essas ferramentas curam com o olhar material porque essa tradição parte da ideia de que somos espíritos, e não matéria. Acreditamos que antes de sermos presença física dentro de uma forma, somos uma essência sutil, intangível e luminosa."
"Para uma sociedade acostumada a acessar as informações em documentos, é preciso saber que essas práticas não são superiores nem inferiores à medicina como conhecemos hoje". A tradição guarani e suas práticas medicinais possuem cerca de 12 mil anos de existência. "A diferença é que esses conhecimentos não foram escritos."
Fé e ciência na mesma sintonia
"Durante muito tempo os costumes e tradições africanos e indígenas foram marginalizados, por isso é fundamental propagar as ideias e discussões", salienta Bruno Barbosa. "Precisamos deixar de encarar a ciência como algo ortodoxo ante a espiritualidade, pois não são coisas opostas, são complementares", finaliza.
Fonte e mais sobre o simpósio acesse:
segunda-feira, 19 de maio de 2014
::: Tabuleiro Tat'etu Kafungê/ Tat'etu Kafundeji
"TABULEIRO TAT'ETU KAFUNGÊ/
TAT'ETU KAFUNDEJI"
TAT'ETU KAFUNDEJI"
Kaviungo mateba kukala kuíza!
(O Pai da ráfia está chegando, eu te saúdo!)
Kiuá Nsumbo! Pembele!
A Nzo Musambu Hongolo Menha, convida os filhos e amigos a participarem do Tabuleiro de Pai Kafungê/Kafundeji a realizar-se,
Dia.........: 31/ Maio / 2014
Início......: 19 horas
Endereço: Rua Sérgio Sidney de Souza, 56 - Vila Inema - Hortolândia
Contamos com sua presença!
Moxi Kione Kandandu o Onso!
(Um grande abraço a todos!)
(Um grande abraço a todos!)
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